Tratamentos Domiciliários com OxigÉnio
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VENTILOTERAPIA

Em pacientes com síndrome de apneia do sono, deformações músculo-esqueléticas do tórax, doenças neuromusculares e na insuficiência respiratória crónica de causa pulmonar utiliza-se a ventiloterapia.
A ventiloterapia é uma técnica de tratamento com emissão de pressão positiva nas vias aéreas do sistema respiratório do paciente, evitando o colapso e consequentemente a paragem respiratória, com a ajuda de um ventilador.

A ventiloterapia por pressão contínua - CPAP -  constitui o tratamento de eleição das formas moderadas e graves de síndrome de apneia de sono -  SAS - controlando as manifestações clínicas e reduzindo a morbilidade e mortalidade.
Distinguem-se dois tipos de ventiladores do tipo CPAP: os de pressão fixa (CPAP) e os de pressão auto-ajustável (AutoCPAP):

  • No CPAP de pressão fixa, a pressão eficaz é calculada mediante um estudo poligráfico do sono, sendo aquela que corrige as alterações cardio-respiratórias e neurofisiológicas do SAS.
Os AutoCPAP dispõem de sensores e software incorporados capazes de identificar e corrigir, de forma fiável, as perturbações respiratórias do sono.

A OXIRESPIRA® em conjunto com os seus parceiros de projecto proporciona múltiplas soluções e cuidados de saúde domiciliários a doentes/pacientes de uma forma global (pessoa doente) e integrada (múltiplos profissionais de saúde), bem como cuidados específicos e especializados em problemas respiratórios/pulmonares.

MONITORIZAÇÃO DE PACIENTES
A monitorização de doentes torna-se decisiva...
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OXIGENOTERAPIA

A oxigenoterapia domiciliária refere-se ao fornecimento de oxigénio para utilização no domicílio.

A oxigenoterapia domiciliária pode estar indicada em vários contextos clínicos:
- Oxigenoterapia domiciliária de longa duração (OLD);
- Como adjuvante à ventiloterapia nocturna (ventilação não invasiva CPAP);
- Oxigenoterapia ambulatória;
- Oxigenoterapia de curta duração;
- Como tratamento paliativo.

As entidades fornecedoras devem ter um papel activo não apenas na instalação adequada do equipamento, mas também na informação, no ensino e educação do doente e seus cuidadores.

Existem três maneiras de se administrar o oxigénio ao paciente:
- Cânula nasal: é um pequeno tubo de plástico que leva o oxigénio do equipamento (cilindros, concentradores) até as narinas do paciente.
- Cateter traqueal: o oxigénio é administrado através de uma  adaptação da tubuladura fornecedora de oxigénio á cânula introduzida na traqueia do doente.

Para tanto, é realizado um orifício no pescoço do paciente - traqueostomia, onde será colocado a cânula/cateter (tubo fino).
A traqueostomia é uma intervenção efectuada no âmbito de situação de urgência de obstrução/acidente das vias aéreas superiores do paciente, ou no âmbito de processo cirúrgico de doença laríngea - laringectomizados, e ainda no âmbito de um processo de desmame ventilatório do paciente. Pode ser permanente ou temporária para o paciente.
Essa forma de administração permite que se utilize uma menor quantidade de oxigénio (economia de 30 a 40 % em relação à cânula nasal), no entanto há necessidade de maiores cuidados locais e de se umidificar adequadamente o oxigénio.

Máscara facial: a máscara é utilizada nas situações em que se necessita administrar grandes quantidades de oxigénio para o paciente.

oxigenio porto GASOMETRIA
O termo gasometria arterial refere-se a um tipo de exame de sangue...
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OXIGENOTERAPIA
A oxigenoterapia domiciliária refere-se ao fornecimento de oxigénio para utilização no domicílio...

oxigenio porto ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES
A mucosa respiratória normal produz uma camada de secreção...
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VENTILOTERAPIA
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MONITORIZAÇÃO DE PACIENTES

A monitorização de doentes torna-se decisiva no sentido da tomada de decisões clínicas e procedimentos técnicos nos pacientes com doenças respiratórias.
A monitorização básica compreende uma consulta médica e/ou enfermagem, programada de rotina, na qual o profissional: avalia os sinais vitais do paciente, observa o paciente, faz auscultação pulmonar, avalia a saturação periférica e faz ensino sobre procedimentos e posicionamentos a operar pelo paciente.

A monitorização avançada, faz-se no âmbito de um episódio de agravamento do estado respiratório do paciente e compreende uma consulta médica e/ou enfermagem, na qual o profissional monitoriza em continuo os sinais vitais do paciente utilizando um monitor, que mantem enquanto a fase aguda perdurar e/ou a chegada de meios adequados á resolução do problema apresentado. No âmbito dos protocolos clínicos existentes pode requerer a administração terapêutica e outros meios de tratamento invasivo.

Em pacientes com síndrome de apneia do sono...

oxigenio porto CONSULTAS MÉDICAS ESPECIALIZADAS
A prescrição de oxigenoterapia, a ventilação não invasiva...
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AEROSSOLTERAPIA
A Aerossolterapia é uma técnica que permite a administração de medicamentos...

oxigenio porto CUIDADOS DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADOS
Os enfermeiros têm a abrangência do seguimento do paciente com doença respiratória...
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PULSIOXIMETRIA
A pulsioximetria é um método não invasivo de avaliação...

oxigenio porto FISIOTERAPIAS RESPIRATÓRIAS
Em situações de permanência prolongada na cama, a acumulação de secreções...
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AEROSSOLTERAPIA

A Aerossolterapia é uma técnica que permite a administração de medicamentos por via respiratória inalatória, através de sistema de nebulização.  Utiliza-se em patologias agudas ou crónicas como: asma, fibrose quística, ou outras, por períodos longos ou curtos, tanto em crianças como em adultos.
O aerossol é uma suspensão de partículas muito pequenas de líquido ou sólido num gás. Os medicamentos mais comumente utilizados para ser nebulizados são:
- Broncodilatadores: dilatam as vias aéreas
- Antinflamatórios: diminuem a inflamação das vias aéreas
- Mucolíticos: actuam sobre a fluidificação das secreções
- Antibióticos: combatem a infecção

Utiliza-se a via respiratória para a administração destes medicamentos pois o efeito da substância activa é mais rápido, permite utilizar doses mais baixas e os efeitos secundários são menores.

O médico é quem decide e prescreve o medicamento indicado em função das suas necessidades, assim como o tipo de nebulizador em função do mesmo e em função do tamanho das partículas de aerosol pretendidas.
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PULSIOXIMETRIA

A pulsioximetria é um método não invasivo de avaliação, que permite determinar a percentagem de saturação do oxigénio na hemoglobina do sangue de um paciente com a ajuda de métodos fotoeléctricos – oximetrio.
Para realizar a técnica coloca-se o oximetro numa parte translucida do paciente: dedos das mão ou lóbulo da orelha.

Debe ser executada por profissional habilitado para interpretar os dados de saturação e pulso obtidos, face ao quadro apresentado pelo paciente.
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GASOMETRIA

O termo gasometria arterial refere-se a um tipo de exame de sangue colhido de uma artéria e que possui por objectivo a avaliação de gases (oxigénio e gás carbônico) distribuídos no sangue, do pH e do equilíbrio ácido-básico.
Nesta mesma amostra podem ser dosados, ainda, alguns electrólitos como o sódio, potássio, cálcio iónico e cloreto, a depender do aparelho (gasómetro) utilizado.
Os parâmetros mais comumente avaliados na gasometria arterial são:
- pH -  7,35 a 7,45
- pO2 (pressão parcial de oxigénio) -  80 a 100 mmHg
- pCO2 (pressão parcial de gás carbónico) -  35 a 45 mmHg
- HCO3 (necessário para o equilíbrio acidobásico sanguíneo) -  22 a 26 mEq/L
- SaO2 Saturação de oxigénio (arterial) -  92 A 98 %

A gasometria é um procedimento invasivo para o paciente, deve ser executado por profissional treinado, no sentido da eficácia da técnica e na diminuição dos riscos associados.
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ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES

A mucosa respiratória normal produz uma camada de secreção que recobre e que continuamente se movem pela actividade ciliar até a faringe, onde é deglutida sem que o indivíduo perceba. Quando a quantidade de secreção aumenta a tosse torna-se um mecanismo adicional de limpeza. Normalmente a expectoração é contaminada com células da orofaringe, bactérias, alimentos e saliva. Se a quantidade de muco for muito grande para estes mecanismos, o resultado é a acumulação de secreções.
A aspiração de secreções traqueobrônquicas é um recurso mecânico  utilizado em pacientes que não conseguem expelir, voluntariamente as secreções pulmonares. É um procedimento invasivo, com objectivo de remover secreções traqueobrônquicas e orofaríngeas, favorecendo a melhora na permeabilidade das vias aéreas e, com isso, melhorando a ventilação pulmonar.

A aspiração traqueobrônquica pode ser realizada através: da boca (orotraqueal), nariz (nasotraqueal) ou tubo/cânula/traqueostoma (endotraqueal).

A aspiração de secreções deve ser efectuada por profissionais treinados e habilitados para ao execução, no sentido de obter eficácia e acima de tudo evitar complicações inerentes ao procedimento.
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CONSULTAS MÉDICAS ESPECIALIZADAS

A prescrição de oxigenoterapia, a ventilação não invasiva, as terapias com aerossóis e o seguimento dos pacientes com doenças respiratórias, devem ter na base um médico especializado nesta dinâmica.

Deve ser equacionada a existência de uma equipa de saúde multidisciplinar, que inclua - médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicológicas - treinados na área das patologias respiratórias, bem como integrar a família do paciente e os cuidadores.
O oxigénio, como qualquer remédio, só pode ser usado sob prescrição médica. O médico orientará, de acordo com as características do paciente os seguintes parâmetros:
- Tipo de equipamento.
- Forma de administração.
- Necessidade do uso de dispositivo conservadores de oxigénio e de humidificadores.
- Fluxo de oxigénio.

A consulta médica especializada no domicilio deve ser programada por rotina e/ou ser accionada sempre que ocorra um episodio de agudização ou alteração do estado do paciente. Sempre que conveniente manter a articulação com os centros de referência nesta área, médico de família e médico hospitalar do paciente.
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADOS

Os enfermeiros têm a abrangência do seguimento do paciente com doença respiratória, sendo a sua prestação determinante para o êxito do processo de compensação da função respiratória do paciente, bem como da qualidade de vida que o paciente vai ter.
O seguimento no domicílio de pacientes do foro respiratório requer: conhecimentos actualizados sobre a doença, conhecimentos integrais sobre o funcionamento e manuseios dos equipamentos e acessórios a utilizar, no sentido da optimização dos processos. Bem como treino de observação, desempenho técnico especifico nos meios de diagnóstico e nos tratamentos a efectuar, elaboração de planos de ensinos/tratamentos e acompanhamento do paciente e família/cuidadores.

A consulta de enfermagem no domicílio deve ser programada por rotina e/ou ser accionada sempre que ocorra um episodio de agudização ou alteração do estado do paciente.
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FISIOTERAPIAS RESPIRATÓRIAS

Em situações de permanência prolongada na cama, a acumulação de secreções é um transtorno ocasionado pela imobilidade. Contudo, a mobilização precoce, através da constante troca de posicionamento e da realização de exercícios respiratórios, promove não só a limpeza das vias aéreas, como também previne acumulação de secreções - atelectasias - e infecção das secreções - pneumonias.
Promove ainda uma melhora da ventilação e da função pulmonar, gerando ganho de qualidade de vida desse paciente.

No domicílio os exercícios respiratórios visam: promover a aprendizagem de um padrão respiratório normal, consciencialização dos movimentos torácicos e abdominais, ganho de força da musculatura respiratória, realização de actividades físicas e metabólicas de forma satisfatória e com um gasto energético mínimo, ré-expansão pulmonar, o aumento da ventilação e da oxigenação.

O profissional elabora um plano de trabalho personalizado ao paciente, utiliza manobras de cinesioterapia respiratória, complementadas com a utilização de aparelhos de vibração mecânica, bem como recorre a equipamentos/acessórios adjuvantes. No processo de continuidade de cuidados, os plano podem contemplar exercícios e procedimentos, para serem executados pelo próprio doente e/ou cuidadores.